Calma e bolas paradas salvam Fluminense de empate em noite de ataque x defesa

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uem espera sempre alcança”, diz um dos versos do hino do Fluminense. E o torcedor tricolor que compareceu ao Maracanã na noite desta quinta-feira precisou esperar até os minutos finais para ver a equipe conseguir furar a retranca do Defensor-URU, na vitória por 2 a 0 em partida válida pelo jogo de ida da segunda fase da Sul-Americana.

O gol de cabeça de Digão aos 41 do segundo tempo e o golaço olímpico de Sornoza já nos acréscimos impediram o que se desenhava um empate amargo em um jogo em que o Flu teve 80% da posse de bola, mas apresentou muita dificuldade para infiltrar e levar perigo ao rival. Um triunfo onde a calma foi a maior virtude da equipe.

Jogo foi ataque contra defesa

O Flu entrou em campo disposto a fazer valer o fator casa e construir uma boa vantagem para o jogo de volta, 16 de agosto no Uruguai. Já o Defensor claramente entrou para segurar o 0 a 0. Os uruguaios abdicaram totalmente do jogo. Mal saíam em contra-ataques. Com isso, a partida se tornou um ataque x defesa. Foram 20 finalizações do time carioca, contra apenas uma (e para fora) da equipe adversária. Mais de 600 passes trocados pelo Tricolor, contra apenas cem do Defensor.

Escalação inicial de Marcelo Oliveira agrada torcida

Imaginando que o adversário jogaria recuado, Marcelo Oliveira trouxe surpresas na escalação inicial. Abriu mão de um dos três volantes (Mateus Norton) e colocou um terceiro atacante (Matheus Alessandro), e pôs Airton no lugar de Richard, levando a campo uma equipe desejada por muitos torcedores, insatisfeitos com a falta de saída de bola do time nos jogos anteriores.

Dificuldades para infiltração

E as mudanças refletiram na qualidade da saída para o jogo. O problema é que o time não conseguia converter isso em eficiência ofensiva. Com domínio quase absoluto da posse de bola, o Flu trocava passes e mais passes na intermediária, mas tinha dificuldade de infiltrar na defesa rival, postada com uma linha de cinco atrás e outra de quatro à frente, ambas bem recuadas.

Pelas pontas, Matheus Alessandro e Marcos Jr. tentavam quebrar a retranca com jogadas individuais, mas também não obtinham sucesso. As jogadas de linha de fundo de Gilberto, desfalque de última hora com dores na coxa, também fizeram falta. O time levou perigo apenas em duas bolas levantadas na área e em um chute de Sornoza. E o Flu foi para o intervalo no 0 a 0, sob misto de vaias e apoio dos torcedores.

O Tricolor voltou sem alterações para a segunda etapa e o panorama continuava o mesmo: muita posse de bola, pouca efetividade.

Mudanças no time no 2º tempo

Aos 11 minutos Marcelo Oliveira mexeu e deixou a equipe ainda mais ofensiva. Tirou Léo e pôs o atacante Everaldo para jogar na ponta direita do ataque. Deslocou Jadson para fechar o lado direito da defesa, recuou Sornoza para armar mais o jogo de trás e centralizou Marcos Jr.

Aos poucos o Flu ia conseguindo criar espaços na defesa adversária. Aos 19, em jogada individual, Matheus Alessandro quase marcou. Aos 22, Pedro saiu cara a cara com o goleiro e acabou desperdiçando.

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