Qualidade do ensino médio estadual de SP piora; só GO e PE atingem meta

De acordo com o MEC, o Municipio de São Raimundo Nonato recebeu a nota 3.8 no ano de 2017

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© Foto: Marcos Santos/USP Imagens

As redes paulista e de mais sete Estados pioraram na qualidade do ensino médio entre 2015 e o ano passado. Apenas Goiás e Pernambuco atingiram as metas estabelecidas pelo governo federal para essa etapa, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal instrumento de avaliação da área, divulgado nesta segunda-feira, 3, pelo Ministério da Educação (MEC).

Goiás teve a melhor nota: 4,3, em uma escala de zero a dez, sendo que o objetivo para o Estado era 4,2. A média das redes estaduais do País foi de 3,5 – bem atrás do parâmetro previsto pelo MEC para o ensino médio público (alunos de 15 a 17 anos) no ano passado, de 4,4.

O sistema público paulista ocupa o 4.º lugar no ranking do Ideb, ao lado de Ceará e Rondônia. O cenário é pior em relação à edição anterior do Ideb, de 2015, quando São Paulo parecia no topo, juntamente com Pernambuco.

A lista de classificação do Ideb é diferente do ranking por notas de aprendizagem, cujos dados foram divulgados na semana passada – em que São Paulo aparece em 7.º em Português e em 11.º na Matemática. Isso acontece porque o Ideb considera, além dos resultados nas duas disciplinas, as taxas de aprovação e de abandono escolar. Como São Paulo tem índices baixos de reprovados e de evasão, o Estado vai melhor no Ideb.

O MEC criou esse índice em 2007. Naquela época, já fixou metas de desempenho para cada rede de ensino e cada escola a serem cumpridas até 2021. Neste ano, foi a primeira vez que os dados do Ideb e do Saeb foram divulgados separadamente. Ao apresentar as notas de Português e Matemática na semana passada, o ministro da Educação, Rossieli Soares, disse que o ensino médio está “no fundo do poço” e defendeu a reforma da etapa, estabelecida pelo governo federal em 2017. “Temos uma série de dificuldades que precisam ser superadas, desde a estrutura das escolas à formação para professores.”

Sobre a queda de aprendizagem em São Paulo percebida na semana passada, especialistas apontaram o corte de verbas do poder público, com a crise econômica e a rede restrita de ensino integral (menos de 600 unidades, entre cerca de 5 mil colégios) como explicações. A insatisfação dos jovens após a tentativa de reorganizar a rede, proposta e abandonada pelo governo em 2015, também é vista como outro possível motivo para a redução nas notas. Candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) esteve à frente do Executivo paulista entre 2011 e abril deste ano.

Na última semana, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que os dados do Saeb “evidenciam a necessidade de melhora” no fundamental e no médio. A pasta também disse valorizar a carreira docente, com encaminhamento de projeto de lei para a contratar mais professores e a concessão de reajuste à categoria. Segundo o governo, outra ação para o próximo ano é a oferta de cursos técnicos a distância para alunos da 2ª e 3ª séries do ensino médio da rede.

Fundamental

A rede pública goiana também lidera nas séries finais do ensino fundamental (alunos de 11 a 14 anos). São Paulo ficou em 3.º lugar no ranking nacional da rede pública (ao lado do Ceará), mas não atingiu a meta. A nota paulista foi de 4,9 (e a expectativa era de 5,3). Dez Estados não atingiram a meta nessa etapa.

Já nas séries iniciais do fundamental (alunos de 6 a 10 anos), a rede pública paulista é a melhor do País, com desempenho 6,5 (o objetivo para a etapa era 6,1). Nessa fase escolar, em que o País tem acumulado os melhores resultados nos últimos anos, apenas quatro Estados não atingiram a meta. As prefeituras são responsáveis por 70% das matrículas nessa etapa.

Ideb de São Raimundo Nonato cai

Os dados do Indice de Desevolvimento da Educação Básica -IDEB, divulgados pelo Miinistério da Educação, mostram que houve uma queda na qualidade do ensino no ano de 2017, quando comparados ao ano de 2015, em São Raimundo Nonato.

De acordo com o MEC, o municipio recebeu a nota 3.8 no ano de 2017, ficando 0.2 abaixo da nota recebida em 2015 ,que foi  4.0, e 0,5 abaixo da meta estipulada para 2017, que era de 4.3, para os anos iniciais da educação pública municipal.

TAXA DE REPROVAÇÃO

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