MP desmancha quadrilha golpista que roubou mais de R$ 30 milhões e tinha até sertanejo hacker

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Cantor pratica fraudes para bancar seus próprios clipes e alimentar seu sonho de fazer sucesso — pode parecer sinopse da mais nova série no streaming ou do mais novo filme em cartaz nos cinemas, mas é uma acusação real mesmo.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prenderam 29 suspeitos de obter dados de contas bancárias e fazer transferências não autorizadas como parte da segunda fase da operação Open Doors. As informações são do G1 e da TV Globo.

Entre os acusados, está o cantor sertanejo Rick Ribeiro. Ele foi preso em Ponta Grossa (PR), acusado de ser um dos hackers do grupo. Segundo a denúncia, ele usava o dinheiro roubado para pagar a gravação de seus clipes e comprar carros de luxo — um deles, apreendido hoje, está avaliado em R$ 500 mil.

Outros suspeitos também tinham fotos em redes sociais ostentando carros e lanchas. O MP-RJ estima que foram roubados, ao todo, R$ 30 milhões.

A fraude, segundo a polícia, se dava por meio de e-mails e mensagens de celular pedindo a atualização de dados bancários, com links redirecionando para páginas falsas criadas pela quadrilha. Eles também supostamente se passavam por funcionários de bancos no WhatsApp. De posse dos dados, os farsantes faziam movimentações não autorizadas nas contas das vítimas, transferindo dinheiro para “laranjas”.

Os golpes eram aplicados em sete estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná , Santa Catarina, Pará, Bahia e Ceará. A polícia afirma que o grupo agia no sul do RJ há mais de uma década.

Segundo o G1, os “suspeitos serão indiciados por diversos crimes, entre eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado”.

“Somente nesta segunda fase da operação, foram identificadas e denunciadas 237 pessoas que integraram a organização ou participaram como coautores nos furtos”, diz o MP-RJ em seu site. “Dessa forma, somando-se as duas etapas, a Open Doors já identificou e indiciou 320 indivíduos em todo o Brasil – numa clara demonstração de que o grupo criminoso é extremamente estruturado e, sua atuação, complexa.”

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